Como já adiantei anteriormente, esse ano nos trará alguns lançamentos muito interessantes, que vão precisar ser ouvidos pelos fãs, amantes do Rcok ou curiosos de plantão. E como prometido, vou comentar alguns deles. E vou dividir isso em 3 partes, porque até o momento, já contei 16 discos interessantes pra sair até o final do ano (esse número pode, e vai aumentar), e lembrando que como é quase impossível ser imparcial e falar sobre TUDO que vai sair, separei alguns que merecem atenção. Essa 1ª parte é dedicada a alguns lançamentos da família do Heavy Metal.
Anthrax – Worship Music
Por que Anthrax? É simples: Worship Music traz de volta o vocalista clássico da banda, Joey Belladonna, que topou a empreitada após os shows do Big 4. É o primeiro trabalho de Belladonna com Scott Ian e cia desde ‘Persistence of Time’, de 90. A banda causou um estardalhaço ao simplesmente liberar um single para download, a porrada Fight’em till you can’t, que é sobre zumbis. Incrível como esses caras conseguem fazer um Thrash tão classudo com um tema tão bizarro.
A 1ª impressão já despertou o imaginário dos fãs e da crítica, que já produziu ótimos elogios após alguns jornalistas terem acesso exclusivo ao novo CD. OS relatos são promissores, dizendo que Belladonna e Anthrax se encaixaram perfeitamente nas músicas, e que a voz de Belladonna está longe de estar ‘gasta’. Thrash a moda antiga com mixagem moderna. A banda aposta alto aqui, afinal, é SÓ o sucessor de ‘We’ve Come for you All’ e ‘The Greater of Two Evils’ (último com Bush, onde a banda regravou sucessos antigos.) ‘Worship Music’ sai em Setembro.
Dream Theater – A Dramatic turn of Events
Perder um baterista nunca é recomendável. Perder um dos melhores bateristas do mundo parece um absurdo, mas aconteceu. E com o Dream Theater.
O substituto para um dos cargos mais pesados do Heavy Metal atual é Mike Mangini, que se saiu melhor que seus concorrentes nas audições promovidas pela banda. A espectativa sobre esse disco se dá pela difícílima missão da banda em seguir em frente com a força e criatividade de sempre, só que sem o fundador-baterista-instrumentista-compositor-porta-voz-canal-com-os-fãs Mike Portnoy, e em superar Black Clouds and Silver Linings, de 2009 (que convenhamos, ficou aquém das espectativas com justiça), que foi lançado como um disco duplo, um com as inéditas, e outro só de covers (muito bons, por sinal). A banda promete um álbum grandioso, com elementos de épocas diferentes, e já lançou On the Back of Angels. Em entrevistas, a banda disse estar surpresa com o resultado do novo álbum, dizendo que eles se aprofundaram ao máximo nas músicas, e tentaram criar o melhor possível. Esperemos. ’A Dramatic Turn of Events’ sai em setembro
On the back of Angels:
Opeth – Heritage
Talvez uma das grandes interrogações do momento residia sobre o conteúdo encapado por esse desenho surreal, que é o novo (e décimo) disco dos pioneiros suecos do Opeth, uma das bandas mais intrigantes e interessantes do planeta, e que desafia os melhores rotuladores da imprensa (se eu entrar na explicação, este post não acaba, então deixo para depois). No útlimo dia 26, a banda lançou a 1ª música do disco em premiere no site Stereogun. E partindo dela e das entrevistas, especialmente do vocalista/guitarrista Mikael Åkerfeldt, o novo trabalho será um marco na carreira da banda. Apesar de já ter declarado que Heritage é inclassificável, Mikael disse que o álbum possui fortes influências de Jazz, e música folk sueca, que foram misturadas ao som da banda, e sabe que é bem possível que soe estranho para alguns ouvintes (Essa 1ª ouvida me parece muito promissora).
Esse álbum representa o maior intervalo entre trabalhos que a banda já fez, e também possui a difícil tarefa de suceder Watershed, um clássico instantâneo do Opeth. Outra informação que surge com a nova música, é a notícia que o disco tem vocais limpos em TODA a sua duração, diferente de seus antecessores. Muitos desdenharão, mas uma coisa é verdadeira: Mikael Åkerfeldt tem uma voz muito boa, e já pairava no ar essa necessidade de uma outra gravação limpa, como em Damnation, uma dos grandes trabalhos do Opeth (aclamado por crítica e público). A curiosidade dura até setembro.
Pain of Salvation – Road Salt Two
Daniel Gildenlöw é um grande compositor, e sobre isso não há dúvidas. Ele consegue criar atmosferas à la Dream Theater, e nos surpreender com criações com influências diretas da música clássica, e também partir para caminhos diferentes que pode ser ouvidos em discos como Scarsick, de 2007, e o fantástico Road Salt One, de 2010, um disco onde as canções se seguem com uma fluidez absurda, com um ‘quê’ de blues e ares de jam, mas sem deixar de ser Pain of Salvation. Mas não podemos subestimar a capacidade musical de Gildenlöw e banda, que surpreenderam a todos com uma continuação, Road Salt Two, sendo lançada um ano depois. Prova de que é possível ser épico sem ser ‘macarrônico’ e exagerado no drama. Sai em Outubro.
Mastodon – The Hunter
O Mastodon já tem um sucessor para Crack the Skye: é The Hunter. O álbum, que também (e pra variar um pouco) sai em setembro, é segundo a banda, menos proggy e é algo como um “Led Zeppelin super pesado”. Por mais pretensioso que essas aspas soem, eu não duvido do potencial deles depois do que ouvi em Crack the Skye. Esse som mais seco pode (e acredito, deve) dar muito certo. A 1ª música, Black Tongue, já saiu. O vídeo mostra como a cabeça que estampa a capa do disco foi criada pelo artista AJ Fosik.
Machine Head – Unto the Locust
The Blackening (disco anterior, de 2007) elevou o Machine Head a um outro nível. É sem dúvida um marco na carreira da banda, pelo peso das músicas e pelo som impecável. Unto the Locust, segundo o vocalista/guitarrista Robb Flynn, culmina tudo o que o grupo vem fazendo há 17 anos, com um toque de música clássica. Flynn passou esse intervalo entre os discos estudando-a, e essaa mistura de música clássica com Machine Head é o que me deixa mais curiosos pra ouvir Unto the Locust, que sai em setembro.
Na parte 2, algumas bandas que estão ‘voltando’ com novos trabalhos.








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