2011 chegou. Isso que significa que acabamos de entrar em uma nova década, óbvio, e vamos presenciar muitas coisas nascerem e morrerem neste período, o que é muito importante se falarmos de música. Resta nos saber o que seriam essas coisas, claro. Provavelmente um esforço investigativo não te leve muito longe se você pensar de imediato. Esse post Tenta, de forma resumida, responder essa pergunta: É possível prever as tendências musicais dos próximos 10 anos?
Se pensarmos em tudo o que aconteceu na música até os dias de hoje, percebemos que existe uma alternância de ânimos e pensamentos opostos entre décadas. Ex: o nascimento do punk na era do progressivo, o grunge sucedendo a New Wave, que por sua vez veio depois da morte da Disco, e etc. Pois bem. Então o que possivelmente veremos nessa década? É uma pergunta difícil, mas se olharmos aqui e ali é possível perceber que algumas respostas parecem pairar no ar.
Na década passada, vimos a ascensão (e queda, é verdade) meteórica de muitas bandas indie, esse gênero controverso porém explicável. E muitas dessas bandas foram divulgadas a esmo pela dita “imprensa especializada” (nunca se viu tanta parcialidade) mundo afora, num frenesi sem fim que nos bombardeava com novas “salvações do rock” a cada mês/ano. Exageros à parte, essa falta de cuidado e a necessidade de mostrar (ou inventar) uma banda mais rápido do que a concorrência levou, injustamente, muitos bons grupos indie ao esquecimento da imprensa e do grande público, tendo como consequencia uma segmentação da cena, e um certo abandono de causa por uma porcentagem do público.
Resumindo: Para acompanhar as novidades indie do momento, era necessário ignorar o que havia vindo antes. E com o bombardeio da imprensa, o indie virou moda e veio o preconceito. A maiorira das bandas indies são tidas como super-estimadas, (e convenhamos que as vezes não são lá muito fáceis de digerir) e promovidas pela imprensa sem qualquer critério.
Se em alguns anos for dito que o indie (como nos foi apresentado nos anos 2000) acabou, o marco será o fim do White Stripes, também conhecido como ontem, 3 de fevereiro de 2011. Depois não digam que eu não avisei.
Outro fenômeno que tomou conta da música pop na última década é a música eletrônica. Ok que ela vem ganhando mais espaço desde o fim dos anos 90, mas a última década marcou a invasão definitiva das batidas eletrônicas nas música pop e no hip-hop. Os DJs ficaram mais famosos e imporatntes do que nunca, e são convidados por qulaquer um que queira transmissão massiva nas rádios.
Então quem seria o antagonista do indie e da onda pop-eletrônica? É simples: se os gêneros mais presentes possuem minimalismos de produção, sons dançantes, pegada pop, vocais limpos e letras basiconas, é comum que o contrário apareça com força. Eis que temos o NWOAHM:…
…e o Sludge:…
Esses (e outros) são os filhos mais novos do Heavy Metal, e ambos possuem uma característica em comum que me chama atenção: o hibridismo presente no som das bandas. É comum a mistura de alguns elementos para criar-se uma outra sonoridade, e no caso do Novo Heavy Metal Americano, a travessia de estilos é mais notável e é possível delinear melhor esses estilos. Podemos reparar influências do Death Metal, do NWOBHM (Iron Maiden, Judas Priest e etc.), do Thrash e com elementos de progressivo, com maior presença das influências mais pesadas das citadas. Talvez esse crossover seja o motivo da projeção que o estilo está recebendo, afinal, existe a previsibilidade positiva no som dessas bandas. Você sabe o que vai ouvir, mas muitas vezes se surpreende com a abordagem da banda.
O Sludge também pode entrar no NWOAHM, mas existe uma semelhança e uma diferença a serem considaras. É um gênero povoado com trnasições e incorporações de estilos musicais diferentes. Ok. A diferença está na base de tudo isso: o Stoner e o Doom. O Sludge nasce da união desses dois estilos alternativos e, de certo modo, conflitantes em muits aspectos. Apesar disso, é uma mistura conveniente. Ambos dividem um som cru, pesado, com outras cadências, guitarras em afinações mais graves, se apontarmos características mais latentes.
A diferença está no fato de que a mistura é mais variada do que a das novas bandas dos EUA. Cada banda possui suas influências, e aponta para caminhos diferentes, ainda que seja possível nota a herança stoner/doom em todas. Essa mistura livre é muito interessante, e essas bandas representam o seu gênero de forma clara e com força, acredito. Simplesmente pelo fato de mostrarem que o Sludge é um diluidor muito eficiente, e permanece característico por mais longe que o artista vá.
Se esses serão os estilos que crescerão ao público nessa década que está chegando, não existe garantia, apesar de já estarem em grandes festivais e gravadoras. E sobre a pergunta do 1º parágrafo: Acho que não, mas não custa tentar. Que graça teria se não existissem surpresas após esses jogos de adivinhação, não é mesmo?

1 comentário
Feed de comentários deste artigo
5 de fevereiro de 2011 às 20:17
Tweets that mention Tendências (palpites com risco de erro!) « Presto!Blog -- Topsy.com
[...] This post was mentioned on Twitter by Leonardo T. Muratore, Leonardo T. Muratore. Leonardo T. Muratore said: Pra tirar a poeira: http://prestoblog.wordpress.com/2011/02/05/tendencias/ [...]