O Incubus é uma banda californiana, formada em 1991 pelo vocalista Brandon Boyd. Eles atingiram alguma notoriedade com S.C.I.E.N.C.E, de 97, que possuía forte presença daquilo que viria a ser definido posteriormente como New Metal. Ganharam muita fama e exposição na última década depois de lançarem ótimos álbuns como Make Yourself e Morning View, experimentarem outras sonoridades em A Crow Left of the Murded, e retomarem o som característico do grupo em Ligh Grenades, e empacotaram o que melhor saiu disso, junto de algumas inéditas, na coletânea Monuments and Melodies em 2009. Agora em 2011, o lançamento do single “Adolescents” causou furor em volta de If not now, When?, sétimo disco deles.

Depois de ouvir “Adolescents” é difícil não começar a salivar pra ouvir logo o resto das músicas. Talvez esse tenha sido o grande erro por parte da banda/agentes/gravadora, ou seja lá quem for responsável por essa decisão. Por quê? Já explico. Posso começar dizendo que If not now, When? passa longe de justificar as expectativas que surgiram. É apenas “Ok” em sua maior parte, deixando a sensação de que faltou um empurrãozinho para que a banda pudesse gravar canções mais marcantes. Outra sensação é de que esse disco saiu do forno um pouco antes da hora, pela falta de um cuidado maior na disposição das músicas.
Não é um assunto muito recorrente na imprensa e no boca-a-boca, mas a ordem das músicas é em muitas vezes, uma chave para um disco bem equilibrado, com uma alternância de ritmos e temas bem definida e agradável, e um pequeno escorregão pode criar um álbum sem pé nem cabeça, como por exemplo o fraquinho (sim, estou sendo um pouco generoso) Finding Beauty in Negative Places, do Seether, que é uma montanha-russa (no pior sentido da expressão). Em If not now, When? a edição das músicas empurrou as melhores músicas para o final do disco, criando um começo lento, preguiçoso até. Fica a impressão de que as músicas não começam no tempo e do jeito que esperamos, o que acaba causando o mesmo efeito no CD. Tudo fica meio morno em metade das 11 músicas, e é possível dividir esse CD em duas metades quase exatas. A 5ª música, “Isadore” faz justiça ao estilo mais relaxado e divertido do Incubus, e a sua seguinte, “The Original” derruba a animação. Daí para o final o álbum esquenta, e é nesse final em que os destaques estão, e após ouvir mais profundamente é inevitável o pensamento de que “faltou alguma coisa”.
Definitivamente, se essas últimas cinco músicas fossem melhor distribuídas os resultado final sairia menos prejudicado. Digo isso pois as primeiras da fila de If not now, When? estão repletas de baterias ambientes e atmosféricas, que cansam devido a repetição indiscriminada. O álbum tem um bom fechamento, como a bela ”Defiance” e a bipolar ”In the company of Wolves” , cujos primeiros 3 minutos parecem ter sido roubados do Noel Gallagher, e termina numa atmosfera noir bem interessante, talvez uma lembrança de A Crow lef of the Murder, e é de longe uma das melhores canções do disco.
Nesse meião temos “Adolescents”. E agora você deve estar pensando: “O que esse cara tanto enrola pra falar o que que tem de errado com essa música???”
Eu respondo concluindo: If not now, When? poderia ser melhor sem precisar ser menos inventivo, mas fica no “dá pro gasto”, não fosse o erro que a banda cometeu ao ter lançado a melhor música do disco como single. Tomara que a frase título do álbum diga respeito à oportunidade que Incubus tem para escorregar.
Músicas:
1. If Not Now, When?
2. Promises, Promises
3. Friends And Lovers
4. Thieves
5. Isadore
6. The Original
7. Defiance
8. In The Company Of Wolves
9. Switchblade
10. Adolescents
11. Tomorrow’s Food

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