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Hoje, 13 de julho, é dia mundial do rock. Uma data possui divergências quanto a sua origem, ora atribuída aos Beatles, ao Elvis, enfim. Foi uma data para celebrar o Rock e suas vertentes, e o que ele significa. Em uma época de modismos e estilos descartáveis, isso quer dizer muito.

Ultimamente, tenho visto a mutação e a fusão de gêneros, exemplo:alguns rappers estão tirando as dezenas de correntes do pescoço e engolindo seco que música também tem que ter conteúdo. Ao mesmo tempo que o Emo se junta ao indie em diversos países (ainda que a cena inglesa resista com louvor.), e também ao Rap americano, que está em crise (um dia eu explico). Essa fusão é mais evidente na vestimenta dos artistas do que no som.

Há outro fenômeno se espalhando pela música: o Eletro pop, que faz uma salada maior. Rap, vertentes do techno, pop, roupas ridículas e outras coisas. Esse é mais um “estilo” ou uma tendência “diluída” do mundo atual

Mas o que isso tem a ver com o Dia Mundial do Rock?

Tem a ver que nada do que foi citado acima tem ou terá uma data para sua celebração, e muito menos esgotará shows em grandes estádios. É música de bolso, de rádio. Não é música que esconde aparências e mostra os defeitos do mundo. O grande número de artistas que surgem evidencia o fato de que não precisa ter um grande talento, ou anos de treino para ser famoso e pop, basta ter um produtor esperto e boa aparência.

É uma época de crise de criatividade e de dificuldades para novas bandas emergirem, o que pode ser bom. Grandes canções e hinos nascem em épocas de crises e controvérsias. A último lampejo de unidade foi no fim da era Bush, onde muitas bandas trataram da guerra e da desordem como ninguém. Só o Rock  une as pessoas de tal maneira, como vimos nos Festivais gigantescos que ele nos proporciona.

Protestos, união, independência, questionamento, fuga do comum, diversão. É isso que o Rock prega. Você não vai ver bandas e artistas da moda falando do conflito em Burma, ou no Sudão, muito menos crtiticando guerras, idéias ou a vaidade e a falta de conteúdo. Afinal, é isso que impulsiona sua carreira. Fuja deles.

Ainda há esperança para o futuro da música, só cabe aos artistas perceberem o tamanho mundo que lhes ronda, e parar de se importarem com roupas, carros, ostentação músicas vazias.

Vida longa ao Rock e a música.

Priemiro ouça.

Led Zeppelin – Over the hills and far away 

Gostou? Pois é , o mundo inteiro também, lá nos idos de 70 e alguma coisa. O que dizer de uma banda como o Led Zeppelin? Vou tentar. Muitos críticos e jornalistas juram de pés juntos que eles só não foram mais que os Beatles. São os quatro grandes músicos por trás de “Stairway to Heaven”, um dos maiores clássicos do último século, além de muitos outros sucessos e uma carreira de inovações. Apesar de toda a adoração que gira em torno do Zeppelin, sempre foram injustiçados em premiações e pelo dito “alto escalão da música” (aqueles tiozinhos famosos e importantes que você nunca viu que votam no Grammy. São parecidos os que escolhem os vencedores do Oscar). O grupo não foi premiado com os prêmios que mereceu, colecionando apenas alguns títulos entregues pelo conjunto da obra .

“- Aiii, mais isso eh  velhuuu e xatooo…”  Calma aí que você vai me entender.

 Radiohead – Bangers and Mash

Esse, ou melhor, isso aí é o Radiohead. Gostou? Então você tem problemas. Posso estar parecendo radical, mas é só pensar um pouco pra entender como as coisas (não) funcionam: Gostar de Radiohead pode não ser muito bom para a imagem de alguém, a não ser para um crítico de música, na maioria das vezes. Já perdi a conta de quantos críticos  idolatram essa banda, dando ao vocalista Tom Yorke estatus de gênio. A sensação é de que ser adorador do Radiohead pode garantir algum tipo de respeito, ou nível intelectual entre a crítica musical. Para nós, meros mortais, ou se preferir, opinião pública, não entendemos esse louvor não só ao Radiohead, mas a outras bandas escusas e de qualidade mais que duvidosa. Quer a prova? É bem simples: quando encontrar com seus amigos algum dia, fale em tom empolgante: “Meu, hoje eu ouvi o cd novo do Radiohead cara! É f*%# demais meu! Que som é aquele! Meu, meu… nossa cara, é louco demais!” (ou coisa parecida). 3 coisas vão acontecer com certeza (se você tem amigos normais com bom nível de instrução e gosto musical sólido):
1 – Você vai espalhar a roda e vão olhar torto pra você dali em diante.
2 - Um deles vai dizer: ” Você tem problema cara? Radiohead é uma b*$§@!”.  E você espalha a roda.
3 - Ou um vai rebater: ” Sério cara? Pô meu, num curto essas p*$&@ aí não, num da pra entender nada véio, nem parece música. E o caras então? Um mais esquisito que o outro…”

As três acima são bem possíveis. Numa hipótese mais distante, um ainda pode dizer: ” Cara, não é pra acreditar em tudo que a MTV fala!!!”

Você já deve estar me entendendo.

Gostar desse tipo de banda é um grande absurdo, se compararmos com o Led Zeppelin, que só veio a ser premiado mais de uma década após seu fim, e olhe lá, apesar do sucesso e do alto nível técnico dos componentes, que conseguiram influenciar 4 ou 5 gerações de músicos, sem falar que possuem o adjetivo ‘Clássico’ escrito ao lado do nome. Por que tamanho desprezo? Por que tanta injustiça com as bandas de Rock? A aclamação pelo grande público não é um sinônimo de má qualidade, nem de que um artista não tem méritos quanto a sua produção musical.

Pense comigo: Não é melhor que Lennon e McCartney ou Bono Vox, ou mais atualmente, Irmãos Gallagher.

A desculpa:Ah, mas é cerebral e cheio de complexidade, e blá-blá-blá…”Então tá: É melhor que Pink Floyd??? Dream Theater meu Deus??? O que esses caras tem que os outros não possuem?

É bem simples: um bando de críticos que os defendem fervorosamente.
É uma pena que a crítica mantêm vivas as bandas erradas, é uma pena. E ainda bem que o Rock é imortal, porque se dependesse dos críticos…

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