
Parece um título de um outro post deste blog, peço perdão, mas o título é necessário. Por uma simples razão: O MetallicA.
Depois de 11 longos anos, eles voltaram para se vingarem dos críticos babacas que tanto malharam a banda desde Load até St. Anger. Um período de quase 10 anos, interrompido por Death Magnetic, o álbum mais explosivo de 2009, pelo som, pela turnê e pelo “cala boca” magistral que a banda mandou pra todo mundo que jurou que eles estavam acabados. E é um disco que coloca bandinhas ridículas idolatradas pela mídia (e criadas pela MTV) no devido lugar.
Death Magnetic à parte, falemos da turnê. Mais especificamente dos shows no Brasil.
Dizer que 11 anos de espera foram justificados é pouco. Um show desses vale 30 anos de angústia, tamanha capacidade desses caras de subir lá e detonar tudo. Sem dó. James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammet e Rober Trujillo fazem Metal como poucos no mundo. E o levam à outro nível, mixando o Metallica do passado, com as novas músicas. ”The End of the Line”, “The day that never comes”, e “Broken, Beat & Scarred” são clássicos instantâneos, basta vê-los ao vivo, sendo a terceira, a de letra mais emblemática de todas.
Além das musicas recentes, o passado também está muito presente como “Master of Puppets”, “One”, “Creeping Death”, “Harvester of Sorrow”, “Seek and Destroy” e tantas outras porradas. “Seek and Destroy” é de longe, um dos maiores encerramentos de shows que eu já vi. Um ápice que toda banda sonha em ter antes de sair do palco.
Essa turnê não poderia ser mais feliz. A começar pelo título: “World Magnetic Tour”. Trocadilhos à parte, o Metallica atrai verdadeiras multidões aonde quer que vão. E vai deixar saudade. Pelo clima, pela glaera em comoção, a união dos fãs, pelo respeito pela banda, que passa por cima de qualquer fase ou diferença sonora que tenham feito.
Mais do que uma banda percorrendo com maestria suas épocas, é o Metal indo em frente, rumo ao desconhecido, e com o fôlego de sempre. Ver uma apresentação, novamente, explosiva como a do Metallica, só ressalta o fato de que o Heavy Metal nasceu azarão para as multidões, e para atropelar outros gêneros musicais. .
O Metallica é um gigante controverso, é verdade. Mas cria discos como “Death Magnetic” e turnês como a atual para esfregar na cara dos críticos que eles não estão carregando a bandeira do Metal há quase 30 anos de graça.
A prova é simples: shows esgotados em todo o mundo, incluindo um DVD das três noites na Cidade do México. É pra quem sabe do negócio. Bandas como o Metallica são um dos motivos por sermos uma classe tão unida. Como dito em “Broken, Beat & Scarred”: WE DIE HARD!
