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Estou aqui para falar mais uma vez de como a música não tem limites. E dessa vez estamos novamente falando de escala global. Entenda YouTube, aquele sitezinho que transforma completos zé-manés em estrelas e subcelebridades instantaneamente.

Se qualquer um pode ser alguém importante no YouTube, imaginava-se o que poderia acontecer se o ‘poder’ caísse nas mão certas. E isso não demorou à acontecer, não! Estou falando de nada mais, nada menos que…

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Definitivamente, Bono e cia sabem acertar em cheio quando se trata de público, shows e projeção internacional. A banda sempre foi famosa pelas grandes turnês e palcos faraônicos.Mas a nova turnê, a 360º Tour, desafia os limites do Showbizz e leva os presentes à outro nível de interação e entretenimento. Um dos motivos é a Estação Espacial, também conhecida como “A Garra”.

 

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A Garra durante o show

 

A Garra é uma estrutura de 50 metros de altura, que é literalmente o ponto alto do espetáculo (desculpem por essa). É o centro de todas as ações da banda. O Palco suporta um telão flexível e passarelas giratórias, que ligam o palco principal com uma passarela. O sonho de consumo de toda super-turnê. Só faltava uma coisa para completar: Transmitir isso ao mundo. Pelo YouTube.  Assim o U2 faz história novamente, levando o show de domingo, que aconteceu no estádio Rose Bowl em Pasadena, Califórnia, para o mundo todo por meio do site (via Webcast), um fato inédito e marcante.

 E tudo foi muito simples. Era acessar a página no YouTube, e já se via a marca da banda e o que iria acontecer em letras garrafais, além de links diretos para o site oficial. Além de tudo isso, espaço aberto para comentários e posts via Twitter. Parece simples, mas não é qualquer um que consegue tamanho sucesso logo de cara.

 Apesar dos números ainda serem incertos, pelo menos muitos milhões de pessoas assistiram à apresentação em Pasadena como planejado. E acima de tudo, esses milhões também viram uma mensagem globalizada de igualdade e denúncia (a banda adotou a causa de Aung San Suu Kyi, líder revolucionária que vive em prisão domiciliar em Burma).

E ainda haviam palpites de bilhões. Se pararmos para pensar, para uma banda como o U2, não é assim tão absurdo. Só seria mais uma marca para eles, que além serem uma das maiores bandas de Rock que o mundo já viu, enxergam o mundo sem divisões, e não poupam esforços para atingir todos os cantos dele.

Retransmissão do show: http://www.youtube.com/u2#p/u

 

Da série “O Poder da música”: 
Parte 1

Parte 2

Vou inaugurar essa seção de instrumentos com o pé direito, (isso aí, otimismo!) e de cara vou apresentar pra você o Kantele, instrumento de cordas finlandês de importância folclórica em seu país.

Um Kantele de 36 cordas
Apesar de existir há mais de 2 milênios, o Kantele só foi reconhecido como instrumento nacional no século XIX (19, pra quem tem preguiça de ler em romanos) , após o papel desempenhado na epopéia épica Kalevala, que reúne canções populares locais e heróis míticos. A obra também possui paralelos históricos, como o fim da Era Mítica e a chagada do Cristianisno. É , enfim, a reunião definitiva de elementos fortes da culturas finlandesa.

Apesar do reconhecimento  tardio, o Kantele só teve sua importância destacada recentemente, com a maior utilização de músicos e construtores, e hoje, o instrumento faz parte do currículo das escolas básicas.

Ele vêm aparecnedo em diferentes estilos musicais (da clássica ao metal) e está chamando a atenção de curiosos desocupados (como eu), que querem saber o que é esse tal de Kantele.

É similar a uma Harpa, e tem alguns tipos e formas diferentes, como o de 5 ou 10 cordas

um Kantele de 10 cordas

*Inspirado pela música “My Kantele” da banda Amorphis

Mais um fim-de-semana congelante, gripe suína te segurando em casa… até dia 17, dependendo de onde você está… nada pra fazer… Mas ainda há esperança! Sim, é verdade! A coisa vai ficar pesada por aqui, ahhh vai.

Resgatei do fundo do baú (e das minhas memórias) uma pérola de um dos maiores expoentes do Hardcore californiano: Suicidal Tendencies, que quebrou tudo e mais um pouco nos anos 90, e na minha opinião, é a melhor trilha sonora para aqueles dias de fúria, ao lado do Pantera (aposto e ganho que você já teve um dia desses…). E também quebrou muitos narizes por rodas mundo afora.

You can’t bring me down:

Falando desse tipo de som, que já misturava rock pesado com rap (da época), vale a pena ouvir o Body Count, que era liderado pelo rapper Ice-T, e que fazia um som A N I M A L. Com conteúdo, claro.

Isso tem uma razão: Tá faltando Fúria na música, especialmente naquilo que se tornou o ‘Rock’ brasileiro. Reflita: quando foi a última vez que vc ouviu uma música que realmente expôs feridas da sociedade, ou simplesmente soltou os demônios no seu ouvido???

Pense nisso. E no que as rádio andam tocando, e no que você tem acesso na web. Tá faltando conteúdo e personalidade?

Quando quer, o céu é o limite para o ser humano. Tudo é possível quando nos juntamos por uma causa nobre, global e histórica. E alguns exemplos marcaram a história, como o Live Aid, o Live 8 (contra a fome e a pobreza na África e no mundo) e o Live Earth (pela causa ambiental urgente, consequência do filme “Uma Verdade incoveniente” do Al Gore), que carregam consigo recordes de audiência e momentos memoráveis, além de shows por todo o mundo numa mesma data. Um outro projeto está chamando a atenção, é o Playing for Change (http://www.playingforchange.com/), idealizado por Mark Johnson, um cara que teve uma idéia genial. É muito simples:

Playing for Change é um projeto multimídia criado para inspirar, conectar e trazer a paz ao mundo através da Música. A idéia do projeto veio da crença popular de que a música tem o poder de quebrar barreiras e superar distâncias entre as pessoas.

Ele não poderia estar mais certo. Mark viajou o mundo filmando e gravando artistas de rua, e após as viajens, mixou trechos de cada apresentação para a edição final, e o resultado é incrível.

Que o mundo aceite essa causa.

Hoje, 13 de julho, é dia mundial do rock. Uma data possui divergências quanto a sua origem, ora atribuída aos Beatles, ao Elvis, enfim. Foi uma data para celebrar o Rock e suas vertentes, e o que ele significa. Em uma época de modismos e estilos descartáveis, isso quer dizer muito.

Ultimamente, tenho visto a mutação e a fusão de gêneros, exemplo:alguns rappers estão tirando as dezenas de correntes do pescoço e engolindo seco que música também tem que ter conteúdo. Ao mesmo tempo que o Emo se junta ao indie em diversos países (ainda que a cena inglesa resista com louvor.), e também ao Rap americano, que está em crise (um dia eu explico). Essa fusão é mais evidente na vestimenta dos artistas do que no som.

Há outro fenômeno se espalhando pela música: o Eletro pop, que faz uma salada maior. Rap, vertentes do techno, pop, roupas ridículas e outras coisas. Esse é mais um “estilo” ou uma tendência “diluída” do mundo atual

Mas o que isso tem a ver com o Dia Mundial do Rock?

Tem a ver que nada do que foi citado acima tem ou terá uma data para sua celebração, e muito menos esgotará shows em grandes estádios. É música de bolso, de rádio. Não é música que esconde aparências e mostra os defeitos do mundo. O grande número de artistas que surgem evidencia o fato de que não precisa ter um grande talento, ou anos de treino para ser famoso e pop, basta ter um produtor esperto e boa aparência.

É uma época de crise de criatividade e de dificuldades para novas bandas emergirem, o que pode ser bom. Grandes canções e hinos nascem em épocas de crises e controvérsias. A último lampejo de unidade foi no fim da era Bush, onde muitas bandas trataram da guerra e da desordem como ninguém. Só o Rock  une as pessoas de tal maneira, como vimos nos Festivais gigantescos que ele nos proporciona.

Protestos, união, independência, questionamento, fuga do comum, diversão. É isso que o Rock prega. Você não vai ver bandas e artistas da moda falando do conflito em Burma, ou no Sudão, muito menos crtiticando guerras, idéias ou a vaidade e a falta de conteúdo. Afinal, é isso que impulsiona sua carreira. Fuja deles.

Ainda há esperança para o futuro da música, só cabe aos artistas perceberem o tamanho mundo que lhes ronda, e parar de se importarem com roupas, carros, ostentação músicas vazias.

Vida longa ao Rock e a música.

Esse é o vídeo do trio inglês White Lies. Sem palavras. Pelo som e pela audácia que a banda tem em trazer de volta um pós-punk revival num mundo em crise cheio de emos, rappers que têm mais cara-de-pau do que talento e coisas do gênero mandando na música. e quando tudo parecia estar perdido surge essa banda, mostrando um som sombrio, sem compromisso e muito promissor (perdoem o trocadilho). É uma mistura atualizada de The Cure e Joy Division com um toque de Franz Ferdinand e Interpol. É inovador, isso que importa, assim como o Apocalyptica:

Isso é com certeza o que pode ser chamado de revolucionário. Você não viu coisas: são três caras tocando cellos e um baterista. Eu disse CELLOS*.

       *”O Cello é um instrumento da família dos instrumentos de corda. Tocado geralmente com arco, possui quatro cordas afinadas em quintas.”
- Google sobre cello.

 

 O que deixa tudo ainda mais impressioante, afinal, eles fazem um som mais pesado e sincero do que muitas bandas que usam , acredite, 2 ou 3 guitarras. Não acredita? Ouça Helden, a versão mais apaixonada e triunfal já feita de Heroes do David Bowie. E é cantada em alemão. Ou então procure por covers  do Metallica e surpreenda-se.

São exemplos de áreas distintas (e podem ser chamados de Groundbreakers), que são ótimos exatamente por isso. Está mais e mais raro eleborar esse tipo de comentário de uma banda ou artista. São bandas que não parecem com aquela outra que você viu na MTV no mês passado e já desapareceu. Felizmente estão Longe disso.

E falando em Groundbreakers (explicarei em breve), outro dia desses me dei conta que uma década está chegando ao fim. Uau. E por isso mesmo, vou dar a minha já viciada opinião sobre quais foram, para mim, os melhores discos dessa década (se conseguir provas de que eles existem, claro).

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