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Saiu no site doAC/DC Brasil.net que MAIS INGRESSOS PODEM ENTRAR EM CIRCULAÇÃO À QUALQUER MOMENTO. Não é mais boato ou especulação. É verdade. Segundo a T4F (que moderou comentários criticando a organização no site) disse que tudo depende dos patrocinadores.
Não tem jeito melhor de, no popular, tirar o deles da reta, jogando a bomba-relógio nas mãos dos patrocinadores (que inclui a Editora Abril).
Eis a mensagem:
“A empresa responsável por trazer o AC/CD ao Brasil confirmou que todos os ingressos colocados à venda para a apresentação em São Paulo já estão esgotados. Agora, a produção está negociando com a banda e os patrocinadores para diminuir as cotas a que cada um tem direito. Como a conversa é individualmente com cada patrocinador, os convites são disponibilizados para venda à medida que são liberados pelas empresas.
Tudo indica que um 2º show é mais que necessário.Vamos à luta, às ruas se for preciso, para a injustiça ser compensada. Mais cedo ou mais tarde. E a desorganização de shows não é privilégio nosso.
Birmingham, Inglaterra, terra do chá, da pontualidade e do Rock’n'roll. Mas lá eles capricharam: o show do AC/DC na LG Arena acabou em investigação policial, e centenas pessoas não puderam entrar, pois haviam comprado ingressos falsos.
Também circula na boca pequena, e por redes sociais, que a 2ª data na Argentina só aconteceu porque o povo foi pras ruas e clamou por mais um show, além de muitas reclamações on-line.
O sonho não acabou. Não desistam.
Enfim, acabou. A paciência de quem não conseguiu utilizar o ÚNICO TELEFONE da Ticketmaster para comprar os ingressos, de quem só conseguiu comprar no site por um milagre digital (eu, por exemplo) e de quem não conseguiu. Juntamente das entradas do show.
Acabou a paciência pois acabaram-se os ingressos. Quem apostou em horas, quebrou a cara. Como os ingressos acabariam em horas se o site simplesmente não funcionava, e o servidor da Ticketmaster estava fora do ar???
Mistério. Sobre o quanto foi parar nas mãos dos cambistas, e se eles compram de dentro da empresa (Ticketmaster, ou se preferir, a própria T4F), se era possível ser atendido pelo telefone, ou se o máximo que se conseguia era um frustante sinal de ocupado, ou sobre o que os organizadores pensavam enquanto preparavam uma desordem anunciada. Mas certamente eles não serão respondidos em sua totalidade e clareza.
A frustração e a revolta ficaram com o público, uma vez que a Ticketmaster retornava todos os e-mails enviados e bloqueava comentários tendenciosos no site do show (mais uma vez meu caso). Como diria o Boris Casoy: “Isso é uma Vergonha.”
A paciência acabou porque não existem mais jeitos de estragar um evento e desrespeitar os fãs (nós, meros mortais). Não tem como ser pior. A organização do AC/DC só perde (e apertado) para a do U2 lá em 2006, que por muito pouco não resultou em ocorrência policial (eu estive na fila sem fim do Pão de Açucar da Brigadeiro, sem chance alguma de conseguir ingresso), e teve reclamações infindáveis.
A T4F criou a má fama após os 3 (eu disse TRÊS) shows da Madonna no Morumbi que resultaram num verdadeiro pandemônio de vendas e de críticas. A desorganização foi tanta, que no momento do espetáculo, era possível comprar ingressos na bilheteria. Ingressos que estavam “esgotados”, vale frisar. Com o AC/DC, tudo cominha da memsa forma, só que com o transtorno de um único show em todo o Brasil.
E o fato “ingressos esgotados” soa ótimo ao ouvido dos magnatas da T4F. “Acabou tudo, é um sucesso!”. É um sucesso de críticas, de frustações, de desespero, de horas a fio procurando um atalho para um simples pedaço de papel, que envolve muito mais do que sua matéria-prima, e um estádio lotado. Muito mais.
Escrevo e aplaudo você, que como este que vos saúda, aguentou todo esse desaforo, perdeu horas de sono e de sanidade para dizer “Eu vou ver o AC/DC!”, e poder curtir um pouco de rock ‘n’ roll de verdade.
Parabéns.
Até lá.
